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Matéria especial: projeto de juíza paulista reúne mãe e suas três filhas

‘ReJuntar’ ajuda no restabelecimento do poder familiar.           Em todo Brasil, 47 mil crianças e adolescentes vivem em abrigos e apenas 17,8% estão no Cadastro Nacional de Adoção (CNA)*. A maioria não volta para casa por falta de condições, mesmo havendo forte vínculo afetivo. A Justiça sempre atua para que seja possível o restabelecimento do poder familiar. A partir de uma rede de atendimento do Estado, os pais recebem apoio, como atendimento psicossocial e auxílio na busca de emprego. Em alguns casos, um obstáculo é a precariedade da moradia. Para ajudar mães e pais a recuperarem seus filhos, a juíza Elizabeth Kazuko Ashikawa idealizou o projeto Re.Juntar.         A partir do voluntariado, são realizadas reformas em casas de famílias que precisam de mínimas condições de infraestrutura. De acordo com vídeo de pulgação do projeto, o Re.Juntar valoriza o coletivo, a união, o convívio, a família. “Juntos rejuntamos tijolos que rejuntam famílias. A reforma é o meio, é a ação que dá vida a um futuro mais humano.” A magistrada destaca que a reforma é a última providência tomada, ou seja, todas as outras já devem ter sido superadas pela Vara da Infância. Deve haver vínculo afetivo entre a família, o imóvel deve ter contas de água e de luz regulares e a reforma deve estar dentro das possibilidades do projeto.         A juíza trabalha atualmente na 1ª Vara da Família e das Sucessões do Foro Regional do Ipiranga, mas atuou em uma Vara da Infância por anos. Sua ideia surgiu após conhecer projeto de Bragança Paulista, que reforma casas de pessoas carentes. Ela soube da existência de uma fila de voluntários e percebeu a necessidade de outras iniciativas semelhantes. “Queremos tirar crianças de abrigos e devolvê-las às suas famílias”, ressalta.         A primeira ação do Re.Juntar aconteceu em dezembro útimo. Uma mãe não conseguia ter de volta as três filhas pela falta de estrutura da moradia. Com a reabilitação da genitora, ex-usuária de drogas, o Estado informou que as filhas poderiam voltar ao lar se fosse realizada uma reforma na casa, já que o ambiente carecia de condições mínimas. Para o trabalho, foram estabelecidas 20 lideranças e convocados 50 voluntários e, graças à ajuda de muitas pessoas, hoje o Dia das Mães dessa família será mais feliz.         O grupo já se organizou para uma segunda ação, planejada para julho. “A próxima família foi escolhida por indicação de um abrigo que tomou conhecimento do projeto. Também contamos com indicação de juízes da Vara da Infância do Tribunal de Justiça de São Paulo.” Ambas as reformas estão vinculadas à Vara da Infância e da Juventude de Santo Amaro, com perspectiva de reunir outras família em breve, em qualquer região dentro de São Paulo.           Como participar – Toda segunda-feira, a partir das 19 horas, qualquer pessoa pode ir à ONG Base Colaborativa (Rua Maestro Elias Lobo, 923 – Jardim Paulista) e acompanhar reuniões de projetos persos. No caso do Re.Juntar, são aceitas doações, como material de construção, mobiliário e utensílios domésticos, mas também é possível participar no dia da obra.         Na página do Facebook, interessados podem saber um pouco mais sobre a próxima reforma. Não é necessária nenhuma experiência em obra. É possível ajudar na cozinha, com a alimentação dos participantes; na montagem de móveis; no transporte de materiais e na obra em si. A parte que necessita de conhecimentos técnicos é feita por profissionais voluntários ou contratados.           * dados do Conselho Nacional de Justiça                     imprensatj@tjsp.jus.br
12/05/2019 (00:00)
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